Existe um dinheiro que passa pela sua loja todos os dias e vai embora sem você ver. Não é roubo, não é desperdício. É a venda que o cliente faria se alguém tivesse oferecido.
Ele entrou para comprar uma coisa, comprou só aquela coisa e foi embora, quando levaria mais dois itens se tivesse sido lembrado na hora certa. Multiplique isso por todos os clientes do mês e você vê o tamanho do que fica na mesa.
Aumentar o ticket médio, o valor que cada cliente gasta em média, é o crescimento mais barato que existe, porque você não paga nada a mais para trazer aquela pessoa. Ela já está na sua frente. Três ajustes fazem diferença imediata.
🔗 Veja como saber seu ticket médio
Quem leva o produto principal quase sempre leva o item que combina, se alguém lembrar. Quem compra o tênis leva a meia, quem compra a massa leva o molho, quem compra a tinta leva o pincel.
O segredo é a naturalidade e o momento:
Uma frase basta. O erro é deixar isso por conta da sorte, esperando o cliente lembrar sozinho.
Nem todo produto dá o mesmo lucro. Alguns têm margem bem melhor que outros. Esses merecem o melhor ponto da loja: na altura dos olhos, perto do caixa, em destaque.
O que dá pouca margem não precisa estar escondido, mas também não deve ocupar o espaço nobre. Organizar a loja pensando em margem, e não só em volume, muda o resultado sem mudar o movimento.
Se cada vendedor oferece do seu jeito, a maioria simplesmente não oferece. Cria uma frase simples e padrão para a equipe usar no fechamento, algo como "vai querer levar também o item que costuma ir junto?".
Quando vira hábito e não depende da iniciativa de cada um, a taxa de itens por venda sobe de forma consistente. Isso é treino, não talento.
Acompanhe o ticket médio antes e depois de aplicar esses ajustes. Se o valor por cliente sobe, a estratégia está funcionando. Esse é o indicador que mostra, em número, se o seu balcão está vendendo o quanto poderia ou deixando dinheiro passar.
Saber o ticket médio de cada dia, de cada vendedor e de cada produto é o que te mostra onde ganhar mais. A VR Tech te dá esse número na tela e ajuda a identificar quais produtos vendem juntos. Quer ver no seu negócio? Fale com a gente.
Achar gente boa em 2026 está difícil para todo mundo. O mercado de trabalho apertou, as pessoas têm mais opções e o comércio disputa mão de obra com aplicativo, delivery e uma porção de vagas que antes não existiam.
Só que o erro maior da maioria dos donos não está em contratar. Está em segurar quem já entrou. Contratar e ver a pessoa ir embora em três meses é o ciclo que mais custa caro, porque você paga o treinamento e não colhe o resultado.
Três movimentos mudam esse jogo.
Habilidade técnica se ensina. Atitude não. Um balconista que aprendeu a operar o caixa mas não tem compromisso vai embora ou empurra o cliente. Já alguém com energia, vontade e responsabilidade você forma para qualquer função.
Na hora de contratar, olhe menos o currículo e mais o jeito da pessoa:
Isso prevê o futuro melhor que qualquer experiência anterior.
Muita gente rende pouco porque nunca ouviu o que se espera dela. No primeiro dia, diga com todas as letras o que é fazer um bom trabalho naquela posição: quantas vendas, qual padrão de atendimento, como deixar a loja, o que nunca pode acontecer.
Funcionário sem meta clara trabalha no achismo e, quando algo dá errado, a culpa vira geral. Com clareza, cada um sabe onde precisa chegar e você consegue cobrar de forma justa.
Quando toda a rotina do negócio está só na cabeça do dono, três coisas acontecem: ninguém consegue trabalhar sem te perguntar, você não tira férias e o negócio não cresce além do que você aguenta tocar sozinho.
Escreva o básico: como abre e fecha a loja, como faz um pedido, como atende uma troca. Não precisa de manual bonito, precisa estar registrado em algum lugar que não seja a sua memória. Isso faz o funcionário novo aprender rápido e te tira do operacional.
Salário importa, mas não é o que mais segura. O que faz um bom funcionário ficar é sentir que o lugar é organizado, que sabe o que se espera dele, que tem para quem perguntar e que o trabalho não é um caos diário.
Ambiente bagunçado cansa até quem gosta do que faz. Organização é retenção.
Tem um erro que não aparece no balcão, não trava na correria do dia, mas quebra comércio pequeno em silêncio: misturar o dinheiro da empresa com o dinheiro pessoal.
Quando tudo sai da mesma conta, o dono nunca sabe quanto o negócio realmente dá de lucro. A loja pode estar vendendo bem e mesmo assim faltar dinheiro, porque a despesa pessoal está comendo o caixa da operação sem ninguém perceber.
Separar não é burocracia. É o que te deixa enxergar a verdade dos números. Quatro passos resolvem.
Abra ou use uma conta exclusiva para o negócio. Toda venda entra nela, toda despesa da operação sai dela. Nada de Pix pessoal saindo da conta da empresa, nem compra do mercado de casa no cartão da loja. Essa separação física é a base de tudo.
🔗 Veja como controlar o caixa da sua empresa
Pró-labore é o seu salário como dono. Um valor fixo que você tira todo mês para você. Ele sai da conta da empresa e vai para a sua conta pessoal, com data marcada, como se fosse o pagamento de qualquer funcionário.
Isso acaba com o hábito de meter a mão no caixa quando precisa, que é o que mais destrói o controle.
Depois que o pró-labore caiu na sua conta, todo gasto pessoal sai de lá: aluguel de casa, escola dos filhos, mercado, lazer. A empresa não paga sua vida. Ela te paga um salário, e você administra sua vida com ele.
Parece rígido, mas é o que separa o que é lucro do negócio do que é o seu custo de vida.
Com a separação feita, no fim do mês você consegue responder a pergunta que importa: depois de pagar tudo da operação e o meu pró-labore, quanto sobrou na empresa?
Esse é o lucro de verdade. É esse número que diz se você pode investir, contratar ou se precisa cortar. Antes da separação, esse número não existe, ele fica escondido no meio das suas despesas pessoais.
🎥 Veja como controlar seu DRE e saber seu lucro real
O mais comum é tratar o caixa da loja como conta pessoal ilimitada. Vendeu bem numa semana, tira um dinheiro extra. Precisou pagar uma conta de casa, tira do caixa.
No fim do mês, o dono jura que vendeu bem e não entende por que não sobrou nada. Sobrou. Só foi embora sem controle.
A maioria dos donos de comércio compra no feeling. Olha a prateleira, acha que está acabando e faz o pedido. O resultado quase sempre é o mesmo: sobra o que não vende e falta justamente o que vende.
Nos dois casos, é dinheiro escorrendo pelo ralo. No primeiro, seu capital fica preso em produto parado. No segundo, você perde a venda porque não tinha o item na hora que o cliente quis.
A boa notícia é que você não precisa de planilha complexa nem de faculdade de logística para resolver isso. Precisa olhar três números antes de cada compra.
Giro é a velocidade com que um produto vende. O jeito simples de enxergar é olhar quantas unidades você vendeu de um item em um período, por exemplo 30 dias.
O que vende rápido merece mais espaço, mais destaque e reposição em dia. O que está parado há 60 dias ou mais é um alerta: aquele dinheiro poderia estar girando em outro produto.
Comece separando seus campeões de giro e seus encalhados. Só isso já muda o que você compra na próxima vez.
📹 Veja o vídeo: Relatório de desempenho de compra
Estoque mínimo é a quantidade em que você precisa recomprar para não romper. A conta é direta: pegue quanto você vende por dia daquele item e multiplique pelo prazo que o fornecedor leva para entregar, somando uma folga de segurança.
Se você vende 4 unidades por dia e o fornecedor demora 5 dias, seu ponto de recompra fica em torno de 20 a 25 unidades. Chegou nesse número, faz o pedido. Abaixo dele, você corre risco de ficar sem e perder venda.
Cobertura responde a uma pergunta que todo dono deveria saber de cabeça: com o que tenho hoje, quantos dias eu aguento vendendo no ritmo atual?
A conta é o estoque atual dividido pela venda média por dia. Se você tem 60 unidades e vende 4 por dia, sua cobertura é de 15 dias.
Esse número evita os dois extremos: comprar cedo demais e travar caixa, ou comprar tarde demais e romper.
Uma vez por semana, reserve 15 minutos e passe o olho nos seus principais itens sob essas três lentes:
Com isso você para de comprar no susto e começa a comprar com critério. É a diferença entre um estoque que trabalha para você e um que segura o seu dinheiro.
Liberamos uma nova versão do E-trade Jaygarcia Saturn com muitas correções de bugs e recheada de novidades.
Entre as novidades disponíveis nessa nova versão temos:
Não deixe de conferir nossas novidades e correções de bugs em release version.
Nosso cronograma de atualizações dos produtos online:
Partners fiquem atentos para programarem as atualizações em seus clientes. Notem também que essa versão necessita de uma atualização do droid que somente será disponibilizada na próxima semana, período para se programarem para atualizar.
Nova versão com correção de bugs.
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